sábado, 9 de abril de 2011

9/4


 “Saudade, palavra triste, dizia a letra de uma velha canção. É quando agente ama alguém que agente tem no coração.”  

Mas o que esse brega RASGADO tem haver com o que eu vou escrever? TUDO! É justamente essa palavra - saudade – que me fez arrancar alguns minutos de um triste dia, para poder escrever isso. Palavra que, de uma forma ou de outra, há de chegar.
Apenas no Brasil esse sentimento nostálgico vive com o nome de saudade (Merda! Porque não queimaram isso antes de chegar ao cartório?), mas que, agora, parece que se aloja meu coração e só nele habita.
Hoje, Eu fui consultar o dicionário, que estava com saudades de mim, e o perguntei o significava esse sentimento. Ele me respondeu: sf. 1. Lembrança nostálgica e, ao mesmo tempo, suave, de uma pessoa ou coisa distante ou extinta. 2. Pesar pela ausência de alguém que nos é querido.
Só pude concluir que com palavras não poderia entender, muito menos explicar. Talvez uma palavra que faltou no conceito do dicionário e que poderia explicar como entender seria a palavra SENTIR. É meio redundante, mas saudade não se vê, não se toca, não se ouve, se sente. Anos e anos estudando eletrônica e nunca pensaram, e se pensaram não conseguiram nem conseguirão fazer um sensor ou algo que sinta esse sentimento. Só com uma alma de um humano para conseguir absorver esse carma.
Talvez, com alguns exemplos, eu possa explicar o que estou sentindo agora. O que eu estou sentindo é como o que Gonçalves Dias sentiu ao ser exilado do Brasil, é como a sede do ser humano de poder voltar a pisar novamente a Lua - se é que um dia pisaram -, é como o que aqueles idiotas do BBB sentem depois de um mês de confinamento. É amor sem beijinho, Bochecha sem Claudinho, avião sem asa... (Tá! Parei). A questão é que eu estou sentindo isso, e que isso tem um lado bom, por mostrar realmente que eu amo o que me faz falta, e o ruim: PORRA!!! ISSO MACHUCA! Questiono então, como agente sente falta de tudo isso, será que esse tudo sente falta da gente? Claro que sim, pois baixando o espírito de Gregório de Matos, “O todo sem a parte não é todo / A parte sem o todo não é parte”, isso quando se trata de pessoas. Ainda existe o sentir falta daquilo que nunca tivemos. Será que podemos sentir saudade disso? Não, isso não é saudade, é um sonho. (ACORDA CARA!)
Já deu pra perceber que realmente eu estou com saudades, mas você, leitor do nosso blog que já deve ter perdido uns 5 minutos lendo essa postagem, me pergunta aquele velho clichê de complemento nominal: saudades, mas saudades DE QUE?
Sinto saudades daquele primeiro dia em que pisei naquela instituição (IFMA), daquele trote mal feito, daquelas primeiras apresentações, das primeiras e eternas amizades, das galudices, das provas difíceis, das aulas chatas, das gaziações, das peladas na quadra, da molecagem na piscina, dos jogos de Counter Strike, dos apelidos idiotas, da KGB, das meninas, de ELETRÔNICA DE POTÊNCIA, das festas... A verdade é que, se eu enumerasse tudo isso e o que falta, não terminaria nesta página nem na próxima. Se quiseres saber do que estou falando faça a prova do IFMA, estude lá (SE PASSAR) e espere até terminar, quando sair de lá você estará como estou agora.
Não compreendo como uma instituição (quando eu falo instituição quero mesmo falar das coisas e das pessoas que tive lá) pôde ser tão importante pra mim. Em três anos apenas, fiz mais amizades que posso dizer que vou levar a vida toda, do que as da antiga escola, que estudei por nove anos e tenho contato com poucos.
Amo o povo que se foi e amo os que lá deixei .  E se os amo mas não os vejo, sinto saudade. Quando nos falamos por MSN, facebook, telefone, dizemos uns aos outros que estamos com saudade e elas me pedem pra eu ir lá, vê-las, MATAR A SAUDADE. Será mesmo isso possível? Provavelmente não. A saudade funciona como um vírus, que está lá, em estado de latência, é bem assim quando visitamos as essas pessoas, parece que fica tudo bem, mas voltamos para casa sabendo que demorará bastante para haver o reencontro, esse vírus ataca novamente e a tristeza vem junto com ele. Dá de concluir também que a saudade é diretamente proporcional ao tempo, ou seja, quanto o maior o tempo em que você não olha essas pessoas, maior é a saudade. (Não consegui estabelecer nenhuma fórmula matemática, mas tudo bem, LOL).
Quero, hoje, estar lá, com todos os meus amigos, o mais rápido possível. Explicar o que me impede de ir lá todos os dias, não convém. Querer não é poder. Sinto isso e acho que o jeito é eu tratar esse vírus, que já estou me acostumado com sua presença, mesmo que ele me mate. Hoje não estou só, a saudade me acompanha, uma lembrança na memória, de que aquela instituição não é nada sem mim (MODESTO) e eu não sou nada sem ELA.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Coisas que você aprende com 35 machos: desconfiar dos lugares.


             Eu como pessoa muito meiga, pura e inocente que sou sempre cai nas brincadeiras maldosas dos garotos. Além de sempre cair na brincadeira maldosa dos mesmos, eu também ficava muito tempo sem entender as piadas maldosas e, principalmente, as CONVERSAS maldosas.
                Numa dessas conversas, eu estava particularmente acomodada num grupinho de meninos tarados do fundão. Claro, eles poderiam falar o que eles quisessem porque afinal eu nunca iria entender. Ai, os tais resolveram falar das suas respectivas comemorações de 18 anos : a idade do macho.

Garoto1: cara, eu acho que vou fazer um churrasco, chamar a galera pra jogar bola numa dessas chácaras, banhar de piscina, beber muito. Isso é que é festa!
Tarado1:- cara, mas tu é muito otário. EU vou comemorar o meu é no 01.
Garoto1: -01? Caaaaaaaaaara, mas tu vai gastar uma grana lá.
Tarado1: -mas eu vou com uma galera que também vai gastar uma grana. ( como se isso o impedisse de gastar uma grana, mas tudo bem).
 otaria1 (eu):- 01? Vocês vão fazer uma festa no 01? Eu vou ser convidada? Claro né gente? rs( eu imaginando que era uma casa de show tipo “antena huuum” ou um lugar legal tipo Chez Moi)
Tarados: -  HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA, Juliana quer ir pro 01 com a gente, HAHAHAHAHAHA.
Otaria1: - uai, mas qual é o problema?

E depois de semanas sendo zoada, eu vim descobri o que era o tal do 01 ( depois que perguntei inocentemente para minha digníssima mãe, que, PARA MEU ABSOLUTO ESPANTO, sabia até aonde ficava): um cabaret de luxo localizado no Parque Vitória com entrada permitida somente para homens ( 01- for men).

Lição do dia: nunca se convide para ir para lugares com garotos quando eles tiverem em grupinhos e/ou usarem interjeições muito intensas enquanto falam do lugar e/ou falarem palavrões com significado de interjeição intensa enquanto tiverem falando do lugar e/ou  tiver números envolvidos no nome do lugar e/ou forem do lado B da minha sala.

Por: Juliana Martins.               



terça-feira, 15 de março de 2011



23 de novembro de 2009, segunda-feira.

Eu realmente não lembro o que eu fazia no IFMA. Talvez, ainda correndo atrás de alguma menina, provavelmente [\o/, eu tinha namorada e não lembrei]. Só lembro nitidamente de ter ido beber água no corredor do DAE. Então eu ouvi aquele toquezinho infeliz da Nokia de quando chega uma mensagem.
Remetente: +732
Vai tomar no cu, fia da puta. Ass. Ronaldo
Luciano havia me ligado há meia hora dizendo algumas indecências, então deduzi que havia sido ele. Dormi sem preocupações. Nem imaginava o que me aguardava no dia seguinte.

24 de novembro de 2009, terça-feira.

Manhã normal. Alguns alunos no corredor com os celulares na mão. Entrei na sala, deixei a bolsa em alguma cadeira e saí.
– Foi tu, seu viado! – Lucas Costa (Slim, para os íntimos) me acusava de alguma coisa.
– Fui eu mesmo, e aí? – Entrei na brincadeira – É... Fui eu. Mas o que eu fiz mesmo?
– Galudo! – Slim continuou e me mostrou o celular com a mesma mensagem. “Vai tomar no cu, fia da puta. Ass. Ronaldo”.
– Ei, pô, eu recebi essa mesma mensagem ontem. Aqui, ó – mostrei o celular.
– É, eu, tu, Chico, China, Thales, Pedro e uma galera recebeu essa merda ontem.
– Doido, foi Luciano. Ontem ele me ligou, me mandou tomar no cu e desligou, aí, meia hora depois chega isso... – Slim interrompeu:
– Mas Luciano também recebeu.
...

Como de costume, ficamos alguns horários sem aula e, a toda hora, sempre que havia um espaço vazio, se falava dessa mensagem. Gente trocando acusações e alguns até mesmo dizendo que foi o Zina. Eu já havia me convencido de que Luciano estava por trás de tudo. Eu posso mandar uma mensagem da internet pra mim mesmo, por que ele não? Com isso na cabeça, eu deixei essa história de lado. Por ora.
Mas a coisa estava ficando insuportável: Era no almoço, no banheiro, na aula de química e até mesmo na piscina! E foi na piscina que eu não aguentei: juntei-me à discussão e decidi resolvê-la.
– Foi tu, Jaciel.
– Eu? Eu nem tenho celular.
– Então foi Paulo.
– Como? Sem internet? Eu moro no Tijupá Queimado, esqueceu?
–Ah...
Então eu me meti.
– Pera aí, quem recebeu a mensagem?
Algumas mãos levantadas.
–Quem tem o número de todo mundo que recebeu a mensagem?
Nenhuma mão levantada. Legal, o assassino engraçadinho não é tão burro. Descartei Edy e Juliana.
– Eu não tenho o número nem de Pedro, nem de Kid (Rubens) – Luciano se manifestou.
– Nem eu – Foi a vez de Thales.
– E eu – Toothy entrou na fila.
E assim continuou, porque, de todos que receberam a mensagem, ninguém tinha o número de um dos outros que recebeu.
– Legal, só pode ter sido alguém lá da sala e ninguém aqui tem o número de todo mundo – Jaciel, brilhante como sempre, interveio. Mas eu respondi:
– Olha aqui: Opções, Excluir Contato.
– Então, gênio, quem foi?
– Eu vou descobrir. Pode ter certeza.

25 de novembro de 2009, quarta-feira.

Dia novo, plano novo. Mas eu precisava que todos estivessem presentes, então esperei a aula de química à tarde, já que era antes da educação física, todos deviam estar presentes. Às 2 horas, o “Bom Crioulo” adentra (ai!) a sala: Rita di Kássio, o professor de química. E entre benzenos, metenos e butanos [Etanóis, haha], Eu mandei que recolhessem os celulares (‘Mandei’ é brincadeira, eu mesmo saí pedindo os celulares.) e, com cerca de uns quinze na minha carteira, eu comecei.
No dia anterior, eu tive uma sacada genial: se várias pessoas receberam as mensagens, deveria haver uma ordem, provavelmente alfabética [ooh!]. Até aí tudo bem, mas no que uma ordem alfabética ajudaria? Só diria que o engraçadinho tinha usado a lista telefônica do celular. Então! A sacada genial é o meu nome. Eu me chamo Felipe Gomes, mas eu sou mais conhecido como Gomes. Então há duas maneiras de salvar meu número no celular: Felipe Gomes ou só Gomes. Então mais uma vez: Se a mensagem chegou primeiro pra Francisco (que começa com ‘F’) e depois pra mim, significa que quem mandou a mensagem tem meu nome na agenda como “Gomes” e se a mensagem chegou primeiro pra mim e depois pra Francisco significa que quem mandou a mensagem tem meu nome na agenda com “Felipe”. Genial, não? Vamos, admite... Foi genial, não foi? Ai, ai... acho que Edy não entendeu a explicação. (nem Juliana).
Pois então, como já dizia, com todos os celulares em cima da mesa, as mensagens abertas com a hora de recebimento em evidência, eu comecei. Coloquei em ordem, do que havia recebido primeiro ao último a receber. E adivinha? Em ordem alfabética, como eu havia dito. E mais: eu recebi a mensagem depois de Francisco, ou seja, quem quer que tenha enviado as mensagens havia salvo meu nome como ‘Gomes’. E apenas duas pessoas fizeram isso: Luciano e o próprio Francisco. Só que Xico tinha na agenda o número de Ricardo (que também havia recebido a mensagem) salvo como “China” e, por isso, ele saia da ordem alfabética. Então sobra Luciano. Mas, porém, contudo, todavia, entretanto havia dois problemas. Primeiro: ele não tinha os números de Pedro e de Kid. Segundo: Luciano estava incluído na ordem alfabética. A primeira é fácil, basta excluir os números. Mas a segunda... Quando eu digo que ele se incluiu na ordem alfabética, quero dizer que, se ele mandou as mensagens, ele foi esperto o suficiente para mandar a mensagem para si mesmo dentro da ordem: Depois de mim e antes de Pedro. Ou seja, ou ele é um gênio, ou não foi ele. Fiquei com a segunda opção, e parti para quem havia excluído a mensagem ou quem não havia a recebido. Sem sucesso.

26 de novembro de 2009, quinta-feira

Já estava cansando. Hora de apelar pra Psicologia. Comecei ouvindo o que Jonh tinha a dizer:
– Por que tu tem certeza que não fui eu?
– Por que tu queria que fosse tu.
Desisti da Psicologia.
Resolvi, então, esperar e escutar. Conversas vão e vem e na quinta-feira ainda não tinha descoberto nada. Almoço, depois banho. Eu, Luciano e Xico no banheiro (ai, pára!). Luciano pega o celular e leva ao ouvido. Eu chego perto pra encher o saco e ele fecha o celular subitamente:
– Que susto que tu me deu, doido!
E foi escovar os dentes.
Continuei conversando com Xico sobre o assunto. Eu não sabia mais o que fazer pra pegar o engraçadinho. Já tinha descoberto a ordem, mas ninguém parecia se encaixar. Mesmo com algumas suspeitas, eu ainda não tinha achado ninguém com uma mente tão brilhante. Pensei em Slim, pois ele havia supostamente recebido a mensagem primeiro, mas havia apagado a mensagem. Pensei também no último a receber, já que quem mandou pra todo mundo pensaria: “Eu não recebi, logo vou ser suspeito... já sei, vou enviar pra mim mesmo!”. Mas o último foi Yuri. Não tá muito pra gênio do mal, não. E tava na ordem alfabética (‘Y’, né?).
E assim, eu, Xico e Lulu saímos do banheiro e fomos andando para o DCE. Chegando lá, comprei meu religioso cremosinho e o celular no meu bolso vibrou. Abri a mensagem e gritei:
– DESGRAÇADO, DESGRAÇADO! – Empurrei Chico e Luciano e corri pra sala. – Cadê Slim? Cadê o desgraçado?
Na biblioteca, disseram. Corri pra lá e encontrei a maioria que tinha recebido a primeira mensagem.
– CADÊ SLIM?
– Tô aqui, tô aqui. Que foi?
– Foi tu, né? Nojento desgraçado!
– Eu o quê?
Mostrei:
Remetente: +732
“Vc nunk vai descobrir quem eu sou, FDP.
Ass: Ronaldo.”
...

Momento de calmaria. Slim tinha um álibi. Todos na biblioteca tinham um álibi. Ninguém tinha acesso a um computador na hora do recebimento da segunda mensagem. Paulo tinha faltado, mas ele mora no Tijupá Queimado, então... “No way”. Sem chance.
Iria então a uma lan house? Improvável. Xico e Luciano estavam do meu lado. Os álibis de quem estava na biblioteca eram reais porque todos que testemunharam queriam achar o engraçadinho. Se ninguém teve acesso a um computador na hora em que eu recebi a segunda mensagem, então alguém de fora deve ter mandado. Provavelmente algum parente do engraçadinho.
O grande problema foi esse “provavelmente”.

29 de novembro de 2009, segunda-feira.

Ainda nada. Mesmo após o final de semana na posição de estátua pensante, eu não consegui nada. O jeito era esperar de novo. Talvez surgisse uma terceira mensagem. Ou talvez o Zina se entregasse.
Passando pela quadra com Ricardo e Maxwell, eu ouvi uma coisa interessante:
– Xico disse que tem um site que dá pra agendar mensagens pela internet.
Isso explicaria muita coisa. E tornava Xico um dos maiores suspeitos.
Já à noite, depois de interrogar o cabeçudo, eu descartei a possibilidade do agendamento da mensagem. O site não existia. Era só uma suposição dele. Não teve jeito: Eu teria que criar uma armadilha. Mas por mais que eu pensasse nada vinha à minha mente. Eu li e reli as mensagens e nada. O jeito era ir dormir.

30 de novembro de 2009, terça-feira

Após analisar friamente a segunda mensagem, eu cheguei a algumas conclusões. Primeiro que a pessoa que enviou a segunda mensagem não foi a mesma que enviou a primeira; segundo, a pessoa que enviou a segunda mensagem era uma mulher, ao contrário da primeira, visto que a forma de escrever “vc” e “nunk” é bem característico de mulheres, e o “FDP” em vez de “fia da puta” como na primeira mensagem revelam certo receito em xingar alguém claramente, característico de mulher.
O desgraçadinho mandou a primeira mensagem e depois pediu pra uma prima, irmã, mãe, tia, ou avó pra mandar a segunda. Mas isso me deixava com muitos suspeitos ainda. Comecei com Yuri:
- Tu! Tu tem uma irmã! Foi tu! Tu pediu pra ela mandar a mensagem né?
- Gomes, minha irmã tem 9 anos.
- Ah... Mas... err... esquece.
Era mais provável uma prima, já que a maioria tinha irmãs menores, e primas de mesma idade são mais comuns. Mas isso me deixava mais enrolado: eu teria que descobrir laços familiares, árvores genealógicas e filhos bastardos. E mesmo que eu conseguisse uma lista com os parentes de todo mundo, eu não iria a lugar algum, pois é muito simples negar envolvimento. Agora eu realmente não sabia o que pensar. Fiquei sem idéias e sem esperança. Como pegar o desgraçado? Quem é inteligente o suficiente pra manter esse mistério de pé? Quem? E, entre meus pensamente irritados, eu escuto uma voz atrás de mim:
– Fui eu.
...

EPÍLOGO
(Por telefone)
– Alô? (voz de sono)
– Carol?
– Oi...
– Faz um favor pra mim?
– Diz...
– Bem aí, em cima em cima da mesa do computador, dentro do DVD de Naruto tem um papel.
– Tem sim.
– Liga o computador e manda o que tem escrito pra esse número.
– Mensagem?
– É.
– Mas é pra mandar exatamente o que tem aqui?
– É. Pra esse número.
– Mas Luciano, tu tem certeza?
– Toda a certeza do mundo.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Coisas que você aprende estudando com 35 machos:






Ao longo desses três anos eu aprendi muita coisa estudando com tantos machos. Essa saga "Coisas que você aprende" não é baseada naquele " Eu aprendi" de Shakespeare. Isto está longe de ser romântico. Então, queridos leitores, aqui trago nossa primeira lição de hoje. Boas aulas !


LIÇÃO NÚMERO UM:



1-      Toda vez que você for proferir o verbo “comer” você tem que falar alguma coisa imediatamente após pois, a imaginação dos homens é muito fértil. Ou seja, se você está com muita ,muita, mas muita fome você não pode simplesmente dizer “ quero comer”. Tem que dizer “ quero comer camarão” ou “quero comer arroz” ou simplesmente “estou com fome”. Esta lição sendo a primeira é de longe a mais importante tendo em vista que se você souber aplicá-la corretamente você se livrará de gozações ( digo, zoações) por três longos anos.


Por: julianamartins' (a diva)

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Entre colchões.


Eu sei que todos estavam me esperando. Pensou que aquele nome ( forte e poderoso) ali do lado fosse só para dar um ar feminino ao blog? Pensou certo. Cá estou, escrevendo qualquer besteira ( que não seja sobre física) para vocês lerem. Falando nisso, Gomes é muito nerd né cara? Escrever sobre física no blog? Poxa, passei meia hora para entender aquele post ( como sempre ! ) .
Mas hoje, eu vim contar para vocês a história dos colchões. É meu bem, nosso amor foi longe. A história dos colchões da minha maneira, claro ( dããã, sou eu que estou escrevendo).
Era para ter aula nesse dia. Assim como era para ter em todos os dias se a escola não fosse pública e se não fosse final de ano. Porque órgão público você sabe como funciona né? No começo do ano é carnaval e os funcionários estão pulando, depois vem feriado de tudo quando é santo num país considerado de todas religiões e os funcionários estão bebendo  rezando, depois vem as férias ( que nós geralmente temos só duas semanas) e os funcionários fingem que estão fazendo nossos planos de aula, depois vem reorganização do módulo e professor nenhum está escalado para dar as aulas de automação ai vem mais feriado e no final das contas fica só a 603 no IFMA dando Feliz Natal pro porteiro. 
E bom, lá estavam os 40 panacas esperando aula de automação.
1º horário: alunos ainda estavam chegando. Só Gilberto e Francisco que dormem na escola e disputam com Otacilio para saber quem vai chegar mais cedo que já estavam lá.
2º horário: alunos começam a organizar as cadeiras em grupos. Para jogar, claro. Não se iludam, ninguém estuda nada depois do ENEM.
3º horário: alguns jogam, outros vão conversar com meninas de comunicação visual, eu chego.
4ºhorário: Nada de aula de automação. Algum panaca descobre um paraíso de colchões na sala ao lado.
4º horário e meio ( WTF?):  uma multidão de panacas  teve a idéia brilhante de trazer todos os colchões para a sala. E assim começa a loucura.
E enquanto eu estava lendo algum livro ( de origem bem idiota, provavelmente alguma saga derivada de Harry Potter) eu ouço varios murmúrios de “pega o colchão” e um monte de macho trazendo algo em torno de 30 colchões para sala de aula. Eles começam a fazer pilhas e a disputar quem conseguir chegar ao topo com um pulo. Claro que Pablo ( Tripex) com toda sua habilidade de macaco de Boa Vista é o primeiro a conseguir. Nerds tentam em vão ( ok amiron, eu não citei o seu nome) e são altamente zuados ( principalmente por mim que já tinha largado o livro de mão há muito tempo e estava acompanhando a macacada).  E, veja só, como  idéias tristes e idiotas atraem uma grande quantidade de pessoas:  A sala estava praticamente vazia a meio horário antes e do nada estava lotada cheio de machos pulantes. E agora, a melhor parte,  todo mundo começou a tirar a camisa porque pularam tanto que ficaram suados e mulambentos. E depois, claro, como toda idéia idiota leva a mais idéia idiota, os meninos resolveram fazer um sanduíche de colchão. De que filme pornô eles tiraram essa idéia? Não sei, só sei que foi a coisa mais tosca que eu já vi na vida. E enquanto eu filmava e tirava incríveis fotos daquela cena no mínimo pitoresca eu refleti: Aonde eu fui me meter hein? Quero dizer, há trÊs anos atrás eu esperava entrar na escola mais nerd do maranhão e estudar eletrônica com garotos que usavam óculos/aparelho/cabelo baixo e nunca com um monte de recheio de sanduíche de colchão. Eu esperava os anos em que eu mais estudaria na vida, que eu menos me divertiria, que eu seria ainda mais nerd. E lá estava eu, no final de 2010 com uma carga ( positiva ou negativa? HAHAHA ¬¬ ta, eu sei, foi péssima) de livros de séries lidos em aulas de matemática chatas e sem saber nada de química. E ali, parada tirando foto de uns 30 machos sem farda e suados e loucos. Se eu pudesse voltar até 2008, o que eu faria? Claro, que estaria no mesmo lugar.Só que provavelmente um pouco mais magra.
5º horário: a bagunça continuava e eu , maryanne e mariana resolvemos participar da brincadeira.
5º horário e meio: eu recebi um abraço apertado e suado de Paulo que me deixou puta de raiva porque meu blusão tava limpinho.
6º horário: a bolsista do DEE chega dizendo que o professor de automação não ia mais dar aula.

Por: Juliana Martins.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Universo (Im)perfeito


Não se trata de saber Física. Nem de ser um gênio. O simples fato de reconhecer a grandeza da natureza e a impossibilidade de compreendê-la como um todo é capaz de mudar sua vida. E mudou a minha.


Maio de 2008. Aula de Eletricidade.

- Professor, o senhor sabe quais são os 7 elementos básicos que compõe a matéria?


Física Moderna e Mecânica Quântica. Quatro e doze dimensões. Einstein e Hawking. Relatividade e Supercordas. Assim como a Biologia uma vez se dividiu em criacionistas e evolucionistas, a Física, ciência que estuda a compreensão do Universo, também chegou a seu apartheid. Como Jonhathan explicara anteriormente, a nova corrente que está surgindo sugere que existam milhares de milhões de universos paralelos. Loucura, não? Para Einstein seria. A teoria do Multiverso, derivada da String’s Theory (Supercordas) de Stephen Hawking, prega que para cada unidade de tempo todas as partículas do Universo tem infinitas escolhas. Deixa eu ajudar: como no exemplo de Jonh, você pode parar de ler isso agora e ir assistir TV, ler um livro, jogar bola, fazer sexo (com sorte), ir ao banheiro ou simplesmente continuar lendo. Agora imagine se todas as partículas do Universo tiverem “poder” de decisão. Elas podem ir pra cima e pra baixo, para um lado e para o outro. Podem se ligar a outras partículas ou continuar sozinhas. E isso define o Universo em que você vive. Se uma única partícula fizer um movimento diferente ao que faria no seu universo, você estaria agora lidando com outro mundo. É só imaginar-se como um ponto de onde partem diversas retas que conduzem às suas possíveis ações. E essas retas são infinitas. Mas é apenas uma de muitas teorias. Einstein acreditava que tudo está traçado. Não se assuste, você tem sim poder pra escolher o que quer pra sua vida. Mas se pensar bem as decisões são tomadas apenas uma vez. Você não pode voltar no tempo e mudar o que decidiu. “Um mesmo homem não mergulha duas vezes no mesmo rio”.
Sim, e em que as infinitas possibilidades quânticas e as impossibilidades einsteinianas podem mudar a sua vida? Bem, eu não sei. Só posso dizer em que mudou a minha: a Mecânica Quântica me ensinou que nunca devo desistir, pois tudo é possível (sério: um elefante pode se materializar na sua frente agora mesmo e, se isso não aconteceu, é porque a possibilidade é minúscula) e a Física Moderna mostrou-me que as decisões devem ser tomadas com cuidado, que devemos aprender com os erros porque não podemos voltar atrás para consertá-los. Não se deve ter medo de errar. A vida é feita dessas imperfeições.
Também não precisa saber Física para perceber o quanto a vida é importante e deve ser vivida. Realmente não precisa saber. Basta viver.

By: Gomez        

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Universo Perfeito


Os cientistas acreditam, pela teoria das super cordas, que universos paralelos existam. E pior, você interage com eles, “aqui” e ”agora”. Basicamente, nesse universo (vamos chamá-lo de 1), você está lendo esse texto e vai continuar por mais uns dois minutos ou, pode desligar tudo e ir assistir TV. Se você decide desligar, automaticamente já está em um universo paralelo (um universo 2, talvez) bem distante daquele em que você continua lendo. Idéia mirabolante não? O que aconteceu com os cientistas? Tiveram um surto de irracionalidade ou comeram algo estragado?
Mas, vamos por um breve minuto “acreditar” neles. E se fosse possível escolher o universo perfeito? Se criassem uma máquina em que você pudesse escolher qual universo tivesse as melhores decisões? Aquele em que você escolheu não falar aquela bobagem. Em que você é perdoado, ou melhor, que você perdoa. O que você não estraga as chances dadas por quem você gosta. O que você não dispensa a pessoa certa, aquela que é seu porto seguro. Em que você consegue escolher o tempo certo. O que você é um pouco mais cauteloso, mais racional.
Aquele em que você não desiste. O que você luta por uma sala unida – ou apenas acha que não tem mais jeito. Um que você cursa engenharia, ou quem sabe medicina. Um em que a maioria decide plantar e não desmatar, em que decidem tomar atitudes que poluam menos. Um que escolheram paz em vez de guerra, que decidiram não produzir a bomba atômica e, por isso, pouparam milhares de vidas.
Enfim, por enquanto é utopia pensar que a física quântica irá tornar seu universo “perfeito”. Suas decisões, sim, podem tornar o mundo melhor. Escolhas erradas só refletem o quão inapropriadas elas foram, e, por isso, não devem ser repetidas. Se até hoje não foram as melhores, é porque você ainda não aprendeu a lição. O erro transforma-se em acerto. Como diria Arruda: Tente de novo, fracasse de novo, fracasse melhor.


                                                                                                              By: Jonh


*valeu Leite e Yuri, por revisarem.
*para mais informações sobre física quântica, procurar Felipe Gomes.

sábado, 5 de fevereiro de 2011


Pérolas da Eletrônica de Potência II

Calma gente!! Não tem nada haver com Washington e sua amada matéria. É só a postagem que todos [não sei quem] esperavam: o Pérolas II, a listagem das frases mais bizarras e de momentos mais toscos da turma 603. Na primeira postagem vimos que os cavalinhos o pessoal já vacilava de forma incrível. Então vamos conferir e ver se realmente todo Pokémon evolui.
E lá vamos nós! (Bruxa do Pica-pau)
- “Se tem que dar, tem que dar pra todos” (Profº. Jairo e sua política populista)
- “Qual o sentido da vida?” (Gomes)
- “Tem dois sentidos, é mão dupla.” (Sinistro)
- “Só de putaria, resolvi enterrar o buraco.” (Max)
- “Então cava outro buraco, pra colocar o buraco dentro.” (Xico)
- “Quando é que o circuito vai ser desequilibrado?” (Amiron)
- “Quando ele estiver quase caindo.” (Profº. Washington)
- “Quer me fuder, me beija.” (Cena do filme Tropa de Elite 2)
- “Quer me beijar, me fode.” (Maxwell recusando-se a emprestar dinheiro)
- “Essa é da Regina Muniz, e essa eu vou pegar!” (Sérgio Campus Monte Castelo – safadin...)
- “Explique o sentido das orações.” (Profª. Natália)
- “E quem é ateu faz o quê?” (Lucas Costa no Facebook, como sempre)
- “Por trás de tudo tem um homem.” (Profº. Péricles)
- “Tu quer gozar NA minha cara, é muleque?” (Profº. Raimundo Amorim reclamando da bagunça de Alexandre)
- “Max cadê meu bIxIInHUuUUu?” (Manuuuuuuuuu.. [ad infinitum])
- “Tá aqui dentro!” (Max safadin, apontando adivinha pra onde)
- “Isso é o que eu chamo de matar cachorro a gato.” [não seria o contrário?] (Maxwell e seus ditados populares)
- “Na época de Jesus, Ele instituiu uma instituição.” (Profº. Raimundo Amorim)
- “Amém!” (Alex)
- “Fessor, quais são os horários em que o senhor está disponível?” (Max-safadin)
- “Ei, Alex! Tô pegando Mário de ouvido!” (Luciano aprendendo a tocar violão) [se bem que pegar Mário de ouvido não é muito difícil...]
- “O homem emite uma som numa faixa de 50 Hz a 10 kHz, mas só usamos de 300 a 3400 Hz, o resto é ruído.” (Profº. Paulo Henrique)
- “Aaahh, então é por isso que a gente não consegue sussurrar no telefone.” (Juliana em lapso incrível de inteligência) [Isso foi sarcasmo. Só pra garantir.]
- “Pessoal, é de DC pra DC, não tem de DC pra subir, nem de subir pra DC.” (Washington)
- “Mas onde tá o ?” (Profº. Paulo Henrique)
- “Tá ?” (Xico) [É, o mundo tá perdido.]
- “Quando eu estou dando aula me sinto em um palco, uma atriz, e, como qualquer outro artista, quando não prestam atenção em minha arte eu fico... eu fico... (Profª. Natália)
- “PUUUUUUUUUUUUUUTAAAAAAAAA!!!!!!!” (Xico quase gritando)
- “Eu nunca vi uma coisa TÃO grossa.” (Juliana bem aborrecida)
- “Um fica é um namoro de um dia.” (Amiron – conselhos amorosos grátis)
- “Não consigo noblar a aldeia, não tenho nobre.” (Luciano no vício)
- “Então chama Thales.” (Lucas Costa)
- “Professor, o senhor é muito frio.” (Xico)
- “Eu sou tão frio, que meu coração não pode bater senão quebra.” (Profº. Washington)
- “A eletrônica é tão atrasada que ainda não saiu do regime escravista, [Circuito Mestre- Escravo]” (Paulo Galudo) [só pra eletrônicos]
- “Errar é humano, permanecer no erro é IGNORANÇA.” (Profº. Raimundo Amorim)
- “Existem 4 diodos de retorno, mas são de retorno de quê?” (Profº. Washington)
- “Pode ser da Forquilha ou da Cohama.” (Maxwell) [É, tá foda.]
- “Eu brincava com as meninas de ginecologista.” (Paulo, mentindo como sempre)
- “Grande coisa, ginecologista é que nem o cara que prepara a pizza, mas não come, ou aeromoça que, na verdade, não anda de avião.” (Yuri Yago)
- “A imagem é o vídeo em movimento.” (Profº. Paulo Henrique) [num intindi o qui ele falô.]
- “Seus pais vão morrer!” (Profº. Washington – assim, do nada –)
- “AV é a entrada da televisão que não tem frequência.” (Profº. Paulo Henrique)
- “Viu Amiron, não tem nada AV.” (José Gabriel)
- “Porra siô, Amiron pegou um dragão!” (Luciano)
- “O único dragão que eu quero pegar tá na perna da fessora de português, e pode me cuspir fogo direto.” (Xico-safadin)
- “Na Itália tem times dos mais tradicionais como o Inter, o Milan...” (Profº. Alanildo)
- “... e o Barça, aêê!” (Luciano prestando atenção na aula) [você que não entende de futebol como eu, foda-se joga Barça no Google.]
- “Quando você se acostuma com a lama, vira porco.” (Profº. Washington)
- “Gente, eu deixei o buraco bem aqui!” (Juliana sentando no lugar errado)
- “Fessor no ENEM eles pedem representação cartográfica, tipo mapa de Karnaugh?” (Xico viajando) [você, ó infeliz, que não entende eletrônica e quer entender, joga no Google de novo e descobre sozinho]
- “Eu passei no CEFET, sou inteligente.” (Juliana)
- “Ah vá... Edy também passou...” (Alexandre)
- “A saída é por trás, como sempre.” (Gilberto mostrando sua masculinidade)
- “De acordo com a lei de ação e reação de Newton, se tu me deres um tapa eu te dei uma carada, então estamos quites.” (Marcelino pão e vinho) [isso é desculpa de nerd que tinha o dinheiro do lanche roubado no colégio]
- “As orquídeas e as bromélias estabelecem uma relação de inquilinismo.” (Profª. Clarissa)
- “Mamãe chama as pessoas que moram de aluguel lá em casa de inquilinos.” (Juliana)
- “Ah vá, é mesmo? Por que será? (Luciano)
- “Codificação de linha é converter um sinal digital em outro digital capaz de ser transmitido no meio fio.” (Paulo Galudo)
- “Só se for no meio fio da tua rua.” (Alexandre)
- “Ás vezes o homem quer tanto isso, que quando consegue acaba querendo mais.” (Gracieth)
- “Que qué issuuu?” (Luciano)
- “Projeto é um conjunto planejado de ações que possui início, MEI e fim.” (Profº. Raimundo Amorim)
- “Professor isso tá errado.” (Jaciel)
- “Mas pra bom entendedor MEI palavra basta.” (Luciano)
- “De fato, um fato é um fato.” (Luciano) [minha vez: Ah vá, é mesmo?]
- “Primeiro fizemos um chopper, agora vamos fazer um inversor.” (Profº. Washington)
- “Depois a gente vai fazer um foguete da NASA.” (Paulo Galudo)
- “Eu sei onde você mora.” (Conédy)

E esse foi o Pérolas II, onde nada foi inventado e sim tudo anotado (tenho os cadernos pra provar). Quem gostou agradeço, mas quem não gostou acesse www.vapapqp.com.br.


By: Luciano Martins