sábado, 9 de abril de 2011

9/4


 “Saudade, palavra triste, dizia a letra de uma velha canção. É quando agente ama alguém que agente tem no coração.”  

Mas o que esse brega RASGADO tem haver com o que eu vou escrever? TUDO! É justamente essa palavra - saudade – que me fez arrancar alguns minutos de um triste dia, para poder escrever isso. Palavra que, de uma forma ou de outra, há de chegar.
Apenas no Brasil esse sentimento nostálgico vive com o nome de saudade (Merda! Porque não queimaram isso antes de chegar ao cartório?), mas que, agora, parece que se aloja meu coração e só nele habita.
Hoje, Eu fui consultar o dicionário, que estava com saudades de mim, e o perguntei o significava esse sentimento. Ele me respondeu: sf. 1. Lembrança nostálgica e, ao mesmo tempo, suave, de uma pessoa ou coisa distante ou extinta. 2. Pesar pela ausência de alguém que nos é querido.
Só pude concluir que com palavras não poderia entender, muito menos explicar. Talvez uma palavra que faltou no conceito do dicionário e que poderia explicar como entender seria a palavra SENTIR. É meio redundante, mas saudade não se vê, não se toca, não se ouve, se sente. Anos e anos estudando eletrônica e nunca pensaram, e se pensaram não conseguiram nem conseguirão fazer um sensor ou algo que sinta esse sentimento. Só com uma alma de um humano para conseguir absorver esse carma.
Talvez, com alguns exemplos, eu possa explicar o que estou sentindo agora. O que eu estou sentindo é como o que Gonçalves Dias sentiu ao ser exilado do Brasil, é como a sede do ser humano de poder voltar a pisar novamente a Lua - se é que um dia pisaram -, é como o que aqueles idiotas do BBB sentem depois de um mês de confinamento. É amor sem beijinho, Bochecha sem Claudinho, avião sem asa... (Tá! Parei). A questão é que eu estou sentindo isso, e que isso tem um lado bom, por mostrar realmente que eu amo o que me faz falta, e o ruim: PORRA!!! ISSO MACHUCA! Questiono então, como agente sente falta de tudo isso, será que esse tudo sente falta da gente? Claro que sim, pois baixando o espírito de Gregório de Matos, “O todo sem a parte não é todo / A parte sem o todo não é parte”, isso quando se trata de pessoas. Ainda existe o sentir falta daquilo que nunca tivemos. Será que podemos sentir saudade disso? Não, isso não é saudade, é um sonho. (ACORDA CARA!)
Já deu pra perceber que realmente eu estou com saudades, mas você, leitor do nosso blog que já deve ter perdido uns 5 minutos lendo essa postagem, me pergunta aquele velho clichê de complemento nominal: saudades, mas saudades DE QUE?
Sinto saudades daquele primeiro dia em que pisei naquela instituição (IFMA), daquele trote mal feito, daquelas primeiras apresentações, das primeiras e eternas amizades, das galudices, das provas difíceis, das aulas chatas, das gaziações, das peladas na quadra, da molecagem na piscina, dos jogos de Counter Strike, dos apelidos idiotas, da KGB, das meninas, de ELETRÔNICA DE POTÊNCIA, das festas... A verdade é que, se eu enumerasse tudo isso e o que falta, não terminaria nesta página nem na próxima. Se quiseres saber do que estou falando faça a prova do IFMA, estude lá (SE PASSAR) e espere até terminar, quando sair de lá você estará como estou agora.
Não compreendo como uma instituição (quando eu falo instituição quero mesmo falar das coisas e das pessoas que tive lá) pôde ser tão importante pra mim. Em três anos apenas, fiz mais amizades que posso dizer que vou levar a vida toda, do que as da antiga escola, que estudei por nove anos e tenho contato com poucos.
Amo o povo que se foi e amo os que lá deixei .  E se os amo mas não os vejo, sinto saudade. Quando nos falamos por MSN, facebook, telefone, dizemos uns aos outros que estamos com saudade e elas me pedem pra eu ir lá, vê-las, MATAR A SAUDADE. Será mesmo isso possível? Provavelmente não. A saudade funciona como um vírus, que está lá, em estado de latência, é bem assim quando visitamos as essas pessoas, parece que fica tudo bem, mas voltamos para casa sabendo que demorará bastante para haver o reencontro, esse vírus ataca novamente e a tristeza vem junto com ele. Dá de concluir também que a saudade é diretamente proporcional ao tempo, ou seja, quanto o maior o tempo em que você não olha essas pessoas, maior é a saudade. (Não consegui estabelecer nenhuma fórmula matemática, mas tudo bem, LOL).
Quero, hoje, estar lá, com todos os meus amigos, o mais rápido possível. Explicar o que me impede de ir lá todos os dias, não convém. Querer não é poder. Sinto isso e acho que o jeito é eu tratar esse vírus, que já estou me acostumado com sua presença, mesmo que ele me mate. Hoje não estou só, a saudade me acompanha, uma lembrança na memória, de que aquela instituição não é nada sem mim (MODESTO) e eu não sou nada sem ELA.

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